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Até onde uma carreira em engenharia pode levar?

| Radaz | Blog

Quem estuda engenharia em universidades de excelência, como o ITA e a Unicamp, por exemplo, entra em contato com uma formação técnica capaz de abrir caminhos muito diferentes dentro da profissão. Alguns são conhecidos desde o início da graduação. Outros aparecem conforme surgem novas áreas de interesse, projetos, pesquisas e problemas que despertam curiosidade.

Radares SAR, processamento de sinais, radiofrequência e sensoriamento remoto podem ser alguns deles.

São campos altamente especializados, com aplicações que chegam à agricultura, mineração, infraestrutura, monitoramento ambiental, segurança e pesquisa. Também fazem parte de um mercado internacional de tecnologia no qual a engenharia brasileira tem espaço para desenvolver conhecimento próprio e competir.

A Radaz nasceu e cresceu muito próxima desse ambiente acadêmico. Sua história reúne profissionais e trajetórias ligados ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e hoje se desdobra em projetos dentro e fora do Brasil.

Essa trajetória foi destaque na Revista Panorama ITAEx 2026, publicação anual da Associação ITAEx, que dedicou três páginas à Radaz, ao desenvolvimento do RD350, à expansão internacional da tecnologia e à influência da formação do ITA nessa construção.

Para quem está começando ou definindo os próximos passos da carreira em engenharia, essa história ajuda a mostrar quantas possibilidades podem existir além das áreas que já fazem parte do seu repertório.

Uma marca construída entre universidade, engenharia e curiosidade

A relação da Radaz com universidades de excelência aparece em diferentes momentos da sua história. João Moreira, engenheiro-chefe e conselheiro administrativo da empresa, formou-se em Engenharia Eletrônica pelo ITA em 1982 e também atua como professor na Unicamp.

Sua trajetória reúne mais de 200 artigos científicos e dezenas de patentes nas áreas de radares, processamento de sinais e imageamento por micro-ondas. Parte desse conhecimento hoje está dentro de uma empresa brasileira que desenvolve sua própria tecnologia e mantém outros profissionais com forte formação acadêmica em sua equipe.

Essa conexão com a universidade também passa por Laila Fabi Moreira, cofundadora e diretora técnica da Radaz. Engenheira eletrônica formada pela PUC-Campinas, ela fez mestrado e doutorado na Unicamp, levando uma trajetória de pesquisa para o desenvolvimento e a aplicação da tecnologia da empresa.

São trajetórias interessantes para quem ainda está descobrindo onde uma formação em engenharia pode ser aplicada. Algumas especializações surgem justamente do contato com problemas novos, da disposição para pesquisar e da vontade de entender assuntos que ainda não fazem parte do repertório.

Na Radaz, esse processo continua fazendo parte do cotidiano. A empresa investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento e trabalha com componentes críticos desenvolvidos internamente, mantendo domínio sobre sua propriedade intelectual.

Quando um problema de engenharia reúne várias engenharias

O RD350 ajuda a dimensionar o tipo de desafio envolvido nesse trabalho.

Para desenvolver um radar SAR ultracompacto, foi preciso trabalhar com antenas leves, hardware de radiofrequência sensível, processamento digital em tempo real e navegação de alta precisão. Tudo isso dentro de um sistema de apenas 5 kg.

Um projeto assim aproxima diferentes especialidades e exige decisões que precisam funcionar em conjunto. Ele envolve hardware, software, processamento, testes, integração e análise dos dados gerados pela tecnologia.

É justamente nesse encontro entre disciplinas que uma formação ampla e rigorosa, como a construída em universidades de excelência, encontra espaço para ser colocada à prova em problemas concretos de engenharia.

Para quem ainda está na graduação, isso também ajuda a enxergar como áreas muito específicas e às vezes pouco conhecidas nos primeiros anos podem se transformar em caminhos profissionais bastante amplos.

Engenharia que resolve problemas latentes

Hoje, a tecnologia desenvolvida pela Radaz atende projetos ligados ao agroflorestal, agricultura, mineração, construção civil, energia, saneamento, pesquisa e segurança pública.

O RD350 é um radar SAR multibanda embarcado em drones, desenvolvido para mapear e monitorar características do solo e do subsolo e gerar dados para diferentes aplicações. É nesse ponto que uma área bastante específica da engenharia encontra uma variedade grande de problemas concretos.

O mesmo conhecimento técnico pode contribuir para estudar uma floresta, compreender condições do terreno, apoiar o monitoramento de infraestrutura ou produzir informações relevantes para segurança e gestão territorial. Cada aplicação traz novas perguntas para quem desenvolve hardware, software, algoritmos e soluções de processamento.

Para profissionais formados em ambientes como o ITA, a Unicamp e outras universidades com forte tradição em pesquisa e engenharia, existe uma conexão bastante natural com esse tipo de trabalho.

Uma tecnologia brasileira pioneira no mercado internacional

A carreira em tecnologia também pode ganhar uma dimensão que nem sempre é evidente durante a formação acadêmica.

A Panorama destaca que o mercado internacional de radares SAR possui barreiras tecnológicas elevadas, exigências regulatórias e forte concorrência. É nesse ambiente que a Radaz vem ampliando sua atuação.

Hoje, sua tecnologia está presente no Brasil, Alemanha, Suécia, Itália, Finlândia, Reino Unido, Japão e Emirados Árabes Unidos, onde a empresa mantém uma subsidiária em Abu Dhabi.

Para estudantes e engenheiros que pensam em construir uma carreira conectada a projetos internacionais, existe uma perspectiva interessante aí: desenvolver tecnologia de alta complexidade no Brasil também pode levar a desafios, parceiros e aplicações em diferentes partes do mundo.

Uma conexão com universidades que continua

A relação da Radaz com a academia vai além da formação de seus fundadores e profissionais.

Na entrevista à Panorama, ele relaciona sua passagem pelo ITA ao rigor para resolver problemas complexos e à visão sistêmica necessária para considerar questões técnicas junto a fatores como mercado, custo e prazo.

Essa proximidade permanece hoje. João apoia a ITAEx em iniciativas voltadas a bolsas, projetos e à formação dos alunos e mantém seu vínculo acadêmico com a Unicamp como professor. A empresa também segue próxima de profissionais formados em instituições que compartilham essa cultura de pesquisa, excelência técnica e aplicação prática.

A presença da Radaz na Panorama ITAEx 2026 é um capítulo importante dessa história, mas ela se conecta a um universo acadêmico mais amplo. ITA, Unicamp e outras universidades de excelência ajudam a formar profissionais preparados para desafios de alta complexidade, enquanto empresas de base tecnológica criam espaço para que esse conhecimento ganhe novas aplicações, produtos e mercados.

Em dúvida sobre qual área vai construir sua carreira na engenharia?

Durante uma graduação em engenharia, é difícil conhecer todas as possibilidades que existem fora da universidade. Algumas estão em setores muito específicos. Outras surgem conforme novas tecnologias criam mercados, aplicações e perguntas. Radar SAR, processamento de sinais, radiofrequência, sistemas embarcados, software e sensoriamento remoto fazem parte desse universo.

Para quem estuda ou estudou no ITA, na Unicamp ou em outras universidades de excelência, conhecer histórias como a da Radaz também é uma forma de ampliar esse horizonte profissional. A base técnica construída na universidade pode encontrar espaço em pesquisa, desenvolvimento de produto, aplicações em campo e projetos internacionais.

Talvez a área em que você vai construir sua carreira ainda nem esteja entre as possibilidades que você considera hoje. E pode ser justamente aí que a sua curiosidade encontre os problemas mais interessantes para resolver.